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EM QUARENTENA: um estudo sobre as pessoas em tempos de Coronavírus

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A Tema pesquisas, sediada em Curitiba, disponibilizou relatório sobre uma pesquisa de opinião realizada em março com mais de 1000 pessoas, verificando a percepção das pessoas em relação às primeiras semanas em quarentena. O prof Karlan Muniz, do Blog Repertório Marketing & Talks, fez parte da equipe da pesquisa.

Segue o teor do relatório:

Em-Quarentena-Resultados-da-Pesquisa-de-Opinião

Link para baixar o relatório:

Considerações sobre os resultados:

Nessas primeiras duas semanas de quarentena, as pessoas ainda processam o que está acontecendo. A maioria mostra resiliência e cultiva a esperança, aguenta firme a mudança pontual que sofreu.

O impacto foi grande. Um terço dos entrevistados teve sua rotina alterada, seu trabalho paralisado, e foi prejudicado por isso. Essa parcela de entrevistados tende a se sentir mais deprimida com a situação atual.

Uma parcela significativa está trabalhando em casa no momento. E muitos descobriram rapidamente que trabalhar em casa não é a mesma coisa, seja por conta do ambiente e da presença (ou ausência) das pessoas, seja por conta da gestão do tempo e manutenção do foco necessários.

Por outro lado, fica perceptível que esses primeiros dias de quarentena não foram de isolamento total. A maioria dos entrevistados confessa que saiu de casa algumas vezes nesse período.

Mas é quando o futuro é questionado que os participantes da pesquisa são mais pessimistas, refletindo o impacto desse tempo nos próprios compromissos financeiros e na economia como um todo.

A pesquisa ainda mostra uma certa esperança de voltar ao trabalho em breve. A maioria das pessoas (principalmente os adultos) espera retornar ao trabalho ou atividades em no máximo 30 dias. Os jovens já enxergam
uma pausa que vai ultrapassar um mês ou dois.

Quando questionados sobre a atuação da sociedade e dos governos, a maioria acredita que estão comprometidos a lidar com as consequências da pandemia. Mas percebemos que a confiança na sociedade é um pouco menor para os adultos acima de 25 anos, enquanto a confiança no governo é bem menor entre os jovens com menos de 24 anos.

Estamos aprendendo a viver esse momento

Acima de tudo, há muito o que se aprender com o isolamento social. A experiência, forçada dessa forma, é nova para todos. O relatório reflete algumas percepções sobre essas primeiras semanas. Espera-se uma mudança no estado de espírito e nas opiniões ao longo do período de quarentena. Estamos aprendendo a conclusões viver com a situação, conosco e com os outros.

Link para o site da TEMA Pesquisas:
https://www.temapesquisas.com.br/

Publicitário, pesquisador na área de marketing, branding e comportamento do consumidor. Fã de baseball e football.

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